Morador se sente menos seguro fora do seu bairro


Sensação de segurança. Pesquisa mostra que 86% dos porto-alegrenses acham perigoso andar em ruas distantes da área onde moram

O porto-alegrense se sente inseguro no bairro onde mora, mas ainda mais nos demais bairros da cidade. É o que aponta uma pesquisa do Instituto Methodus obtida com exclusividade pelo Grupo Bandeirante de Comunicação. Enquanto 50% dos entrevistados informam se sentirem inseguros ou muito inseguros em seus bairros, o percentual salta para 86% quando é feita sobre os demais bairros da cidade. Na pesquisa, o Methodus ouviu 1,5 mil moradores de 25 municípios gaúchos, sendo 400 na capital, para averiguar a sensação de segurança, os principais temores em relação à violência e as medidas de proteção adotadas. Uma das descobertas sobre o medo da violência é que os moradores da capital temem mais do que tudo assaltos (30,8%), ser vítima de bala perdida (16,5%), estar no meio de um tiroteio (12,9%) e ter o carro ou moto assaltado (12,4%). No interior, os medos são os mesmos, na mesma ordem e com percentuais semelhantes. Os pesquisadores concluídos que a percepção de segurança da cidade em que o entrevistado mora em relação aos outros municípios é diferente na capital e o interior. Enquanto os porto-alegrenses consideram a sua cidade tão ou mais violenta que as demais do Estado, os moradores da região metropolitana e do interior consideram suas cidades menos violentas do que a capital. Em Porto Alegre, metade dos entrevistados adotou medida de segurança no último ano. As preferidas foram grades nas janelas (24,5%), cães de guarda (15,5%), aumento do muro ou grade (13,3%) e alarme (9,8%). Sensação X Realidade A intimidade que o morador tem como o bairro em que mora dá a ele segurança. Já o fato de não saber tão bem como funcionam as coisas nos bairros vizinhos causa a insegurança. ?Ele sabe que ali tem um terreno baldio, que tal rua está sem luz, mas quando circula por outros bairros não tem esse domínio e isso faz com que ele se sinta mais seguro ou não ?, analisa a diretora de pesquisa do Instituto Methodus , Margrid Sauer. O sociólogo Marcos Rolim, professor de Direitos Humanos do Centro Universitário Metodista IPA, destaca que esse tipo de pesquisa é feita no mundo inteiro e o resultado é sempre o mesmo: as pessoas se sentem seguras onde conhecem e inseguras onde desconhecem. Ele alerta: nem sempre medo e risco coincidem. Normalmente não coincidem. ?No mundo inteiro as pessoas respondem assim. As pessoas têm uma imagem de insegurança que não corresponde à sua experiência real. O medo é muito maior do que o risco concreto que as pessoas correm?, complementa Rolim. Procurada pelo Metro Jornal, a SSP (Secretaria Estadual de Segurança Pública) informou que não se manifesta sobre os dados estatísticos que não são oficiais do governo do Estado.


Fonte: Jornal Metro 01/11/2013
Apresentação Segurança Estadual.PDF
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