Pesquisa Eleitoral no Rio Grande do Sul

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O Instituto Methodus realizou pesquisa quantitativa presencial no Rio Grande do Sul entre os dias 25 e 30 de março de 2026, com 1.000 entrevistas, margem de erro de 3 pontos percentuais e nível de confiança de 95%, registrada sob o nº RS-09203/2026. O levantamento contempla intenções de voto para a Presidência da República, o Governo do Estado e o Senado Federal, além da avaliação do conhecimento do eleitor sobre as eleições de 2026. 

Boa Leitura!

No cenário espontâneo, Lula (PT) registra 25,7% e Flávio Bolsonaro (PL) 25,0%, configurando empate técnico. Eduardo Leite (PSD) aparece com 2,8%, enquanto os demais nomes não ultrapassam 1%. O percentual de branco/nulo é de 9,5% e 34,8% não souberam responder.

No primeiro cenário estimulado, Lula (PT) registra 37,2% e Flávio Bolsonaro (PL) 36,8%, configurando empate técnico dentro da margem de erro. Romeu Zema (NOVO) aparece com 3,7%, Ronaldo Caiado (PSD) com 2,5% e Renan Santos (Missão) com 2,0%. O percentual de branco/nulo é de 10,7% e 7,0% não souberam responder.

No segundo cenário estimulado, Flávio Bolsonaro (PL) lidera com 33,7%, seguido por Lula (PT) com 29,4% e Eduardo Leite (PSD) com 18,7%. Romeu Zema (NOVO) aparece com 3,2% e Renan Santos (Missão) com 1,5%. O percentual de branco/nulo é de 9,5% e 4,1% não souberam responder.

Na rejeição múltipla, onde o eleitor pode rejeitar mais de um candidato, Lula (PT) registra 52,5%, seguido por Flávio Bolsonaro (PL) com 44,9% e Eduardo Leite (PSD) com 27,0%. Os demais nomes aparecem abaixo de 15%. 2,5% afirmam não rejeitar nenhum e 1,6% não souberam responder.

Na expectativa de vitória, Lula (PT) registra 50,5%, seguido por Flávio Bolsonaro (PL) com 38,2%. Eduardo Leite (PSD) aparece com 9,4%, enquanto os demais nomes não ultrapassam 1%.

Para fins de cálculo e simulação eleitoral ao Senado Federal, o Instituto Methodus adota a metodologia estabelecida pelas regras vigentes do Tribunal Superior Eleitoral, baseada no sistema majoritário simples. Nesse modelo, o percentual de cada candidato é calculado pela proporção de seus votos em relação ao total apurado para o cargo, perfazendo 100% dos resultados obtidos. Os candidatos são classificados conforme o número absoluto de votos estimados, sendo projetados como eleitos os dois mais votados. Leia o artigo para saber mais.

No cenário espontâneo para o Senado, hoje, nenhum nome ultrapassa 4%. Eduardo Leite (PSD) registra 3,9%, seguido por Manuela D’Ávila (PSOL) e Paulo Pimenta (PT), ambos com 3,4%, e Marcel Van Hattem (NOVO) com 3,3%. O percentual de branco/nulo é de 3,4% e 78,5% não souberam responder.

No primeiro cenário estimulado, Eduardo Leite (PSD) registra 18,9%, seguido por Manuela D’Ávila (PSOL) com 16,0% e Paulo Pimenta (PT) com 10,0%. Germano Rigotto (MDB) e Marcel Van Hattem (NOVO) aparecem com 8,9%, Luiz Carlos Heinze (PP) com 7,8% e Sanderson (PL) com 6,7%. O percentual de branco/nulo é de 9,1% e 13,7% não souberam responder.

No segundo cenário estimulado, sem Eduardo Leite – PSD, Manuela D’Ávila (PSOL) lidera com 20,2%, seguida por Germano Rigotto (MDB) com 13,5% e Paulo Pimenta (PT) com 12,5%. Marcel Van Hattem (NOVO) aparece com 10,7%, Luiz Carlos Heinze (PP) com 9,5% e Sanderson (PL) com 7,9%. O percentual de branco/nulo é de 10,4% e 15,5% não souberam responder.

Nesta simulação, quatro candidatos estão em situação de empate técnico na disputa pela segunda vaga do Senado. Leia a artigo – A disputa real pelo Senado começa na segunda vaga e conheça o histórico das últimas disputas ao Senado no Rio Grande do Sul.

Na rejeição múltipla, Paulo Pimenta (PT) registra 35,9%, seguido por Eduardo Leite (PSD) com 32,4% e Manuela D’Ávila (PSOL) com 29,9%. Os demais nomes aparecem abaixo de 21%. 7,4% afirmam não rejeitar nenhum e 7,0% não souberam responder.

Na menção espontânea para o Governo do Estado do Rio Grande do Sul, o maior percentual continua sendo dos eleitores que não sabem em quem votar, com 61,6%. Entre os nomes citados, Edegar Pretto (PT) aparece com 9,1%, seguido por Zucco (PL) com 8,3% e Eduardo Leite (PSD) –que não pode concorrer – com 7,0%. Na sequência, Gabriel Souza (MDB) registra 3,6%, Juliana Brizola (PDT) 3,1% e Marcelo Maranata (PSDB) 1,9%. As respostas Branco/Nulo somam 5,5%.

Na primeiro cenário estimulado para o Governo do Estado do Rio Grande do Sul, Edegar Pretto (PT) alcança 21,3% das intenções de voto, seguido por Zucco (PL), que registra 19,4%, e Juliana Brizola (PDT) com 18,2%. Na sequência, Gabriel Souza (MDB) aparece com 8,4%, Marcelo Maranata (PSDB) com 4,0% e Evandro Augusto (Missão) com 2,6%. As respostas Branco/Nulo somam 12,5%, enquanto 13,6% dos entrevistados declararam não saber em quem votar.

No comparativo da intenção de voto estimulada ao longo das quatro ondas, observa-se um quadro de baixa variação entre os principais nomes, indicando estabilidade do cenário a sete meses da eleição.

Edegar Pretto (PT) oscila dentro de uma faixa estreita, partindo de 19,2% em set/25, avançando para 20,3% em nov/25, atingindo 22,4% em fev/26 e registrando 21,3% em mar/26. Zucco (PL) apresenta movimento semelhante, com 18,8% em set/25, recuo para 14,5% em nov/25 e posterior recuperação para 19,4% em mar/26. Juliana Brizola (PDT) também mantém trajetória contida, saindo de 18,7% em set/25, recuando para 15,6% em nov/25 e retornando a 18,2% em mar/26. Gabriel Souza (MDB), embora em patamar inferior, é o único que apresenta crescimento mais perceptível no período, passando de 5,8% para 8,4%.

Paralelamente, os índices de branco/nulo e indecisos permanecem elevados ao longo de toda a série, variando entre 12% e 18%, enquanto o percentual de eleitores que não sabem em quem votar se mantém acima de 13% em todas as ondas.

O conjunto desses dados revela um cenário de baixa mobilização do eleitorado, no qual as pré-candidaturas não conseguem romper seus limites de crescimento. A disputa permanece praticamente imóvel, refletindo um eleitor ainda desatento e desinformado sobre o processo eleitoral e sem consolidação de preferência.

Na simulação sem Juliana Brizola para o Governo do Estado do Rio Grande do Sul, Edegar Pretto (PT) lidera com 25,3% das intenções de voto, seguido por Zucco (PL), que registra 23,0%. Gabriel Souza (MDB) aparece na sequência com 11,8%, enquanto Marcelo Maranata (PSDB) soma 7,1% e Evandro Augusto (Missão) 2,8%. As respostas Branco/Nulo totalizam 15,4%, enquanto 14,6% dos entrevistados declararam não saber em quem votar.

Na simulação sem Edegar Pretto para o Governo do Estado do Rio Grande do Sul, Juliana Brizola (PDT) lidera com 25,7% das intenções de voto, seguida por Zucco (PL), que registra 23,5%. Gabriel Souza (MDB) aparece com 11,0%, enquanto Marcelo Maranata (PSDB) soma 5,9% e Evandro Augusto (Missão) 3,9%. As respostas Branco/Nulo totalizam 15,9%, enquanto 14,1% dos entrevistados declararam não saber em quem votar.

A comparação entre os cenários sem Juliana Brizola (PDT) e sem Edegar Pretto (PT) evidencia padrões distintos de redistribuição do voto. Na ausência de Juliana, Edegar Pretto (PT) registra 25,3% e Zucco (PL) 23,0%, enquanto Gabriel Souza (MDB) alcança 11,8%. Já no cenário sem Edegar, Juliana Brizola (PDT) registra 25,7%, Zucco (PL) 23,5% e Gabriel Souza (MDB) 11,0%.

Os dados indicam que a retirada de um dos dois principais nomes do campo progressista não resulta em transferência proporcional de votos para o outro. Em ambos os cenários, os percentuais se reorganizam sem produzir concentração significativa em um único polo.

Esse comportamento revela que os eleitores de Juliana e Edegar não se somam automaticamente na ausência de um ou de outro, sugerindo bases eleitorais com identidade própria e baixo intercambio entre si.

Na simulação de rejeição para o Governo do Estado do Rio Grande do Sul, Edegar Pretto (PT) alcança 33,6%, seguido por Zucco (PL), que registra 27,5%, e Juliana Brizola (PDT) com 22,5%. Na sequência, Marcelo Maranata (PSDB) aparece com 17,6% e Evandro Augusto (Missão) com 16,3%. Gabriel Souza (MDB) registra 10,8%. Entre os entrevistados, 14,4% afirmam não rejeitar nenhum dos nomes, enquanto 9,5% não souberam responder.

Na expectativa de vitória para o Governo do Estado do Rio Grande do Sul, Edegar Pretto (PT) lidera com 30,8% das menções, seguido por Zucco (PL), que registra 27,9%, e Juliana Brizola (PDT) com 24,0%. Gabriel Souza (MDB) aparece com 11,4%, enquanto Marcelo Maranata (PSDB) soma 4,5% e Evandro Augusto (Missão) registra 1,3%.

O eleitor Gaúcho em 2026

As eleições no Rio Grande do Sul revelam um eleitor desinformado e desatento às escolhas que fará neste ano. Com exceção da disputa presidencial, onde há algum nível de atenção e reconhecimento, as disputas locais expõem um cenário de baixa conexão entre o processo eleitoral e o cotidiano do cidadão.

Diferente daquilo que pressupõe o meio político, os candidatos não ocupam o centro do debate na vida real. A política, neste momento, não organiza o pensamento do eleitor. Ela aparece de forma periférica, difusa e, muitas vezes, distante. Para Dona Luiza, que tive a oportunidade de entrevistar neste mês no Centro-Oeste do Brasil, a vida se impõe com outras urgências. Sua rotina, marcada pela busca por estabilidade, saúde e condições básicas de bem-estar, deixa pouco espaço para o acompanhamento do debate eleitoral. E esse relato não é exceção, ele sintetiza o comportamento predominante entre os eleitores no Brasil.

Os dados que apresentamos reforçam esse padrão: alto nível de desconhecimento nas disputas locais, elevados índices de indecisão e uma estabilidade quase inercial nas intenções de voto. Não se trata apenas de um eleitor que ainda não decidiu, trata-se de um eleitor que ainda não entrou no processo de decisão.

Esse comportamento tende a se prolongar ao longo dos próximos meses. A disputa, neste estágio, permanece praticamente imóvel porque ainda não há engajamento suficiente para gerar deslocamentos relevantes. A atenção do eleitor não está disponível. E sem atenção, não há disputa efetiva.

É somente na proximidade do calendário eleitoral,  quando o processo se impõe pela intensidade da campanha, pela exposição e pela necessidade concreta de escolha, que esse quadro tende a se alterar. Até lá, o movimento será lento, fragmentado e, sobretudo, silencioso.

Nesse intervalo, cabe à análise observar com precisão os sinais mais sutis. Em um ambiente de baixa mobilização, são os pequenos deslocamentos, as variações marginais e os padrões de comportamento que oferecem as pistas mais relevantes sobre o caminho que o eleitor começará a construir.

José Carlos Sauer – Diretor do Instituto Methodus, especialista em comportamento político e graduado em Filosofia Política. Há mais de 25 anos atende disputas eleitorais, conduzindo pesquisas de opinião, interpretação de dados e análises, além do direcionamento estratégico para campanhas. Se você busca uma consultoria estratégica para sua disputa eleitoral, fale conosco por WhatsApp ou e-mail.

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Ficha Técnica para divulgação
  • Período de realização da pesquisa: De 25 a 30 de Março de 2026
  • Tamanho da Amostra: 1000 entrevistas
  • Margem de erro: 3 pontos percentuais, para mais ou para menos.
  • Nível de confiança: O intervalo de confiança é de 95%.
  • Público-alvo: Eleitores do Estado do Rio Grande do Sul.
  • Fonte pública dos dados utilizados para elaboração da amostra: IBGE Censo 2010 e TSE – 2026
  • Metodologia: Pesquisa quantitativa, com a realização de entrevistas pessoais e presenciais, com a aplicação de questionários estruturados a uma amostra representativa da população votante de 16 anos ou mais residente no Rio Grande do Sul.
  • Nome do contratante: Instituto Methodus.
  • Origem dos Recursos: Próprios do contratante.
  • Número do registro: RS-09203/2026
  • Data para divulgação: 31/03/2026

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