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A disputa ao Senado tende a ser a mais dinâmica das eleições de 2026 no Rio Grande do Sul. Com o dobro de votos em jogo e a baixa atenção do eleitorado ao funcionamento dessa escolha, sairá na frente o candidato que conseguir explicar de forma clara a lógica da votação e transformar esse entendimento em vantagem competitiva diante dos demais concorrentes.

A pesquisa para o Governo do Estado indica que a maioria dos gaúchos ainda se mantém dispersa em relação à eleição. Enquanto uma parcela ainda menciona espontaneamente o nome do Governador Eduardo Leite como possível candidato, começa a se formar um segundo bloco de lembrança: de maneira gradual, os nomes de Edegar Pretto (PT) e Zucco (PL) passam a ganhar espaço na memória do eleitor, consolidando-se como alternativas percebidas para a disputa.

Dado o papel fundamental do voto no desenvolvimento da história democrática, torna-se essencial aprofundar a análise do conceito de Desalento Eleitoral. Os eleitores desalentados são aqueles que, devido à frustração, desilusão ou apatia, optam por não participar dos processos eleitorais. Este grupo pode incluir cidadãos que sentem que sua voz não é ouvida, que os candidatos e partidos disponíveis não representam seus interesses ou que o sistema é inerentemente corrupto ou ineficaz.

A região Sul do Brasil, formada pelos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, é reconhecida pela diversidade de seu comportamento político e pela solidez de sua tradição eleitoral. A análise dos rankings partidários de 2014, 2018 e 2022, com base na soma dos votos válidos obtidos por cada partido para as disputas de deputado estadual e federal, incluindo eleitos e não eleitos, revela transformações significativas no perfil ideológico e na distribuição do poder político na região.

No artigo “20 anos de eleições no Tocantins e o colapso da confiança política”, tratei do drama vivido pelos eleitores do estado e das consequências do fracasso democrático revelado nas sucessivas trocas de comando do Executivo. Nesta nova análise, aproximo a lente sobre os desafios da reconstrução da confiança no processo político tocantinense e sobre o sentimento de vergonha identificado entre seus cidadãos, um reflexo da instabilidade que se tornou parte da identidade política local.