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A Análise de Desempenho Territorial Eleitoral (ADTE) é uma metodologia exclusiva criada por José Carlos Sauer, Diretor do Instituto Methodus, com o propósito de transformar dados eleitorais em inteligência territorial. A técnica analisa a força política dos partidos e candidaturas a partir da distribuição de votos por município, utilizando como base os dados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Mais do que mensurar o total de votos, a ADTE interpreta o território, revelando onde cada partido exerce domínio, enfrenta disputa competitiva, apresenta fragilidade ou está excluído da dinâmica eleitoral local. A técnica classifica cada sigla em quatro categorias territoriais:

  • DT (Domínio Territorial): quando o partido foi o mais votado no município;
  • PC (Presença Competitiva): 2º lugar, com até 10 pontos percentuais de diferença para o 1º;
  • PF (Presença Fraca): 2º ou 3º lugar, com mais de 10 p.p. de diferença;
  • ZE (Zona de Exclusão): fora do top 3 ou com menos de 10% dos votos.

Com base nessas classificações, são obtidos indicadores da capilaridade, força relativa e distribuição estratégica de cada legenda.

A ADTE é uma ferramenta que alia rigor analítico e aplicabilidade prática, oferecendo um diferencial estratégico essencial para partidos que disputarão as eleições de deputado federal, deputado estadual, senador ou governador em 2026.

Radiografia do Rio Grande do Sul: quem domina o território?

Com base nos resultados das 1.173 candidaturas a deputado federal registradas no TSE em 2022, a aplicação da ADTE aos 497 municípios do Rio Grande do Sul revelou padrões consistentes de dominação territorial, nichos de resistência e amplas zonas de invisibilidade partidária.

Partidos com maior domínio territorial

O Partido dos Trabalhadores (PT) lidera o ranking, com média territorial de 35,3. A sigla conquistou a liderança em 121 municípios e foi competitiva em outros 63, o que representa mais da metade do estado com presença relevante. Apesar do Gap Territorial elevado (15,9 p.p.), indicando distâncias maiores onde não liderou, o PT demonstra capilaridade sólida e atuação estruturada em diversas regiões.

Na sequência, Progressistas (PP) e Movimento Democrático Brasileiro (MDB) compõem, junto ao PT, o tripé de maior presença territorial no estado. O PP alcançou média territorial 32,3 e o MDB, 30,6. Ambos conquistaram domínio em mais de 110 cidades, com competitividade expressiva em outras dezenas. No entanto, enfrentam alta taxa de exclusão territorial (mais de 45% dos municípios), o que indica dependência de redutos tradicionais e obstáculos para expansão em novas áreas.

Forças intermediárias e limites estratégicos

Na zona intermediária, o Partido Liberal (PL) registrou média territorial de 13,5, vencendo em 47 municípios e sendo competitivo em outros 35. No entanto, o PL está ausente em 70% do território estadual, o que limita seu alcance político imediato e revela zonas com potencial ainda inexplorado.

Outras legendas, como PSDB, Republicanos, PDT e PSD, apresentaram atuação limitada, com presença concentrada em poucos redutos e base territorial fragmentada. O PSDB, por exemplo, dominou apenas 19 municípios, sem demonstrar densidade para sustentar crescimento estadual.

A tabela abaixo ilustra as descobertas obtidas com a aplicação da técnica ADTE, comparando o desempenho territorial dos principais partidos com base nos resultados da eleição para deputado federal no Rio Grande do Sul, em 2022.

Partido

Média Territorial

Domínio Territorial (DT)

Presença Competitiva (PC)

Observações

PT

35,3

121

63

Maior capilaridade; base consolidada

PP

32,3

>110

dezenas

Dependência de redutos; dificuldade de expansão

MDB

30,6

>110

dezenas

Perfil semelhante ao PP

PL

13,5

47

35

Presença intermediária; alto potencial inexplorado

PSDB

3,5

19

poucos

Base frágil e fragmentada

Republicanos

baixa

baixa

Inserção localizada em poucos redutos

PDT

baixa

baixa

Presença pontual e desarticulada

PSD

baixa

baixa

Inserção pontual; sem estrutura estadual

Ao revelar zonas de força consolidada, nichos de crescimento potencial e áreas de retração, a ADTE oferece subsídios estratégicos para o planejamento político, campanhas, mandatos e lideranças partidárias.

A Análise de Desempenho Territorial Eleitoral (ADTE) é uma ferramenta decisiva e seu diferencial está em combinar inteligência artificial, leitura territorial e planejamento político, transformando a forma como partidos e candidatos compreendem e atuam em seus territórios.

Ficou interessado e quer avançar na construção de uma estratégia de crescimento para sua campanha ou mandato? Entre em contato com o Instituto Methodus e solicite sua análise personalizada. Vamos juntos transformar seus dados em estratégia.

José Carlos Sauer é formado em Filosofia pela PUC-RS, pesquisador em comportamento político, consultor, analista e diretor do Instituto Methodus. Com mais de 25 anos de experiência no cenário eleitoral brasileiro, destaca-se na análise de tendências e no uso inteligente de dados para estratégias competitivas eficazes.

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