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Autor: José Carlos Sauer
José Carlos Sauer - Diretor do Instituto Methodus, especialista em comportamento político e graduado em Filosofia Política. Há mais de 25 anos atende disputas eleitorais, conduzindo pesquisas de opinião, interpretação de dados e análises, além do direcionamento estratégico para campanhas.
No Rio Grande do Sul, a análise das últimas eleições mostra que a disputa pela segunda vaga ao Senado costuma ser a mais competitiva da eleição, definida menos por liderança consolidada e mais pela dinâmica do chamado segundo voto.
À primeira vista, o senso comum poderia sugerir que esses votos espontâneos destinados a Eduardo Leite migrariam, na simulação estimulada, para seu vice-governador e aliado político
Os elevados índices de indecisão nas simulações espontâneas, neste estágio da disputa no Rio Grande do Sul, revelam baixo nível de cristalização das preferências. O eleitorado ainda não internalizou plenamente as disputas majoritárias, Presidência da República, Governo do Estado e Senado Federal, dentro do atual ciclo eleitoral.
O ano de 2026 será um marco singular na política brasileira. As eleições do ano que vem carregam um significado que ultrapassa, e muito, a escolha do próximo presidente. Em seu interior, já se movimenta uma disputa estratégica que projeta seus efeitos diretamente sobre 2030. Sim, a eleição de 2030!
Investigar os valores ideológicos de um grupo amplia nossa capacidade de entendimento sobre a disputa e nos permite alcançar uma visão mais aprofundada e contextualizada da disputa que iremos acompanhar em 2026.
O Instituto Methodus nasceu em um tempo em que a análise política demandava mais tempo, menos automatização e maior responsabilidade pública.
A disputa ao Senado tende a ser a mais dinâmica das eleições de 2026 no Rio Grande do Sul. Com o dobro de votos em jogo e a baixa atenção do eleitorado ao funcionamento dessa escolha, sairá na frente o candidato que conseguir explicar de forma clara a lógica da votação e transformar esse entendimento em vantagem competitiva diante dos demais concorrentes.
Os dados, exclusivos, agora divulgados revelam avanços importantes no processo de decisão dos eleitores gaúchos. Observamos o crescimento de alguns pré-candidatos, ao mesmo tempo em que persistem altos índices de indecisão e um expressivo desconhecimento por parte do eleitorado sobre as disputas que terão início em 2026.
A pesquisa para o Governo do Estado indica que a maioria dos gaúchos ainda se mantém dispersa em relação à eleição. Enquanto uma parcela ainda menciona espontaneamente o nome do Governador Eduardo Leite como possível candidato, começa a se formar um segundo bloco de lembrança: de maneira gradual, os nomes de Edegar Pretto (PT) e Zucco (PL) passam a ganhar espaço na memória do eleitor, consolidando-se como alternativas percebidas para a disputa.
Dado o papel fundamental do voto no desenvolvimento da história democrática, torna-se essencial aprofundar a análise do conceito de Desalento Eleitoral. Os eleitores desalentados são aqueles que, devido à frustração, desilusão ou apatia, optam por não participar dos processos eleitorais. Este grupo pode incluir cidadãos que sentem que sua voz não é ouvida, que os candidatos e partidos disponíveis não representam seus interesses ou que o sistema é inerentemente corrupto ou ineficaz.












